domingo, 14 de junho de 2015

Oskar Schindler


O empresário Oskar Schindler nasceu em 28 de abril de 1908, em Zwittau, na atual República Checa. Sua família era uma das mais ricas e respeitadas da cidade, mas em virtude da grande depressão dos anos 30, os negócios da família foram à falência.

Sem trabalho, tornou-se membro do partido nazista. Recrutado pelos serviços secretos alemães para levantar informações sobre os poloneses, estabeleceu muitos contatos com oficiais nazistas, fato que teria grande importância no futuro.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para a Polônia visando tirar proveito da situação. Em Cracóvia reabriu uma antiga fábrica de panelas, contratou 350 judeus que estavam no gueto (em razão da mão de obra barata), e passou a produzir armamento.

Com o avanço das tropas russas, os moradores do gueto seriam transferidos para outros campos de concentração onde seriam mortos. Tomando consciência do futuro cruel que estava sendo reservado para os judeus, Oskar passou a ver seus trabalhadores não só como simples operários, mas como seres humanos. 

Usando de suborno, convenceu os oficiais de que precisava daquelas pessoas como operários para a sua fábrica. Assim foi criada a lista de Schindler, onde idosos eram registrados como jovens e crianças como adultos.

Schindler chegou a ser preso por duas vezes, mas conseguiu ser libertado por sua boa relação construída no passado. As munições que sua fábrica produzia para o exército alemão não passavam nos testes de qualidade militar, justamente como ele desejava, pois não queria colaborar com os horrores da guerra.

Com a derrota dos nazistas na frente leste, Plaszow e os campos de concentração próximos foram dissolvidos e fechados. Temendo o que poderia acontecer, mais uma vez usou de suborno para obter autorização para mudar a sua fábrica para Zwittau, na República Tcheca juntamente com todos os seus trabalhadores.

Para salvar a vida dos judeus que contratou, gastou todo o seu dinheiro e usou até mesmo as joias de sua mulher para comprar comida e medicamentos até que fossem libertados em 1945.

Depois da guerra, Schindler e sua esposa passaram a receber uma pensão vitalícia do governo de Israel como agradecimento. Ele chegou a tentar outros empreendimentos que não deram certo. Veio a falecer pobre em 1974 aos 66 anos de idade.

Ao todo salvou 1200 judeus das câmaras de gás. Hoje existem mais de 6000 descendentes destes sobreviventes espalhados principalmente pelos Estados Unidos e Europa.

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